O Catena Zapata Angélica Zapata Malbec Alta é um dos exemplares mais emblemáticos da nova geração de grandes vinhos argentinos, concebido por uma das vinícolas mais reverenciadas do Novo Mundo: a Bodega Catena Zapata. Este tinto é uma homenagem a Angélica Zapata, avó de Laura Catena, que acreditava no potencial extraordinário dos recursos naturais e do povo argentino — profecia que se concretizou de forma exuberante neste vinho. Trata-se de um assemblage de parcelas históricas — os chamados “Historic Rows” — provenientes de cinco vinhedos distintos da família nas regiões de Luján de Cuyo e Valle de Uco, em Mendoza. O resultado é um Malbec de alta altitude que combina concentração, frescor e elegância em proporções raramente encontradas, posicionando-se como um dos grandes tintos de guarda da América do Sul.
Mendoza é o coração vinícola da Argentina, e a Bodega Catena Zapata foi pioneira na exploração das altitudes extremas como diferencial qualitativo. O Angélica Zapata Malbec Alta nasce de vinhedos situados entre 920 e 1.450 metros acima do nível do mar: Lot 18 do vinhedo Angélica (Maipú), Lot 4 de La Pirámide (Agrelo), Lot 1 de Nicasia (Altamira), Lot 6 de Angélica Sur (San Carlos) e Lot 9 do célebre vinhedo Adrianna (Tupungato). Cada lote contribui com um perfil distinto: Angélica oferece ameixas maduras e textura macia; La Pirâmide traz delicados florais de rosas e pimenta-negra; Nicasia adiciona elegância e frutas pretas; Adrianna confere intensidade floral e uma cor violeta profunda. A uva é 100% Malbec, variedade que encontrou em Mendoza seu terroir de eleição no mundo.
A vinificação do Catena Zapata Angélica Zapata Malbec Alta é conduzida com rigor artesanal. As uvas são colhidas manualmente em diferentes momentos para garantir acidez natural ideal e álcool moderado. As bagas inteiras seguem para tanques de fermentação de pequena escala e barricas de 225 a 500 litros, onde cada lote é tratado individualmente. A fermentação e maceração se estendem de 15 a 22 dias, com maceração a frio e uso exclusivo de leveduras indígenas. As fermentações alcoólica e malolática ocorrem em barrica, com bâtonnage ativo para proteger o vinho e reduzir a necessidade de SO2. O estágio é de 12 a 18 meses em carvalho francês, entre barricas novas e de segundo uso, conferindo ao vinho uma madeira perfeitamente integrada, sem jamais sobrepor a pureza da fruta.
Na taça, o Angélica Zapata Malbec Alta 2020 apresenta uma cor rubi violácea profunda, quase opaca, com reflexos púrpura intensos. No nariz, é um festival de complexidade: frutas negras maduras como amora e cassis, cereja preta, ameixa, combinadas com notas florais de violeta, toques de alcaçuz, cedro baunilhado, cacau amargo e um sutil toque de tabaco e ervas frescas. Em boca, é de corpo médio a encorpado, com taninos finos e perfeitamente integrados — macios, mas com estrutura — e acidez refrescante que confere equilíbrio e vivacidade. O paladar revela camadas de frutas vermelhas e pretas, especiarias doces, um toque de café torrado e um final longo, elegante e persistente, com notas de chocolate amargo e terra. É um vinho de grande refinamento, que une potência e sutileza de forma exemplar.
Para harmonização, o Catena Zapata Angélica Zapata Malbec Alta pede pratos que honrem sua estrutura e complexidade. Carnes vermelhas grelhadas ou assadas são a combinação clássica — um bife de chorizo argentino ou um cordeiro ao forno com alecrim e alho são escolhas imbatíveis. Também dialoga maravilhosamente com costelas de boi ao molho barbecue, magret de pato, queijos de pasta dura como Gruyère ou Gouda maturado, e até mesmo um risoto de cogumelos selvagens. É um vinho para momentos especiais, que pode ser apreciado agora com uma hora de decantação ou guardado por mais 8 a 12 anos, evoluindo para notas terciárias ainda mais complexas de couro, trufa e especiarias orientais.
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