O Bodega Iribarrem Reserva Touriga Nacional chega com a imponência típica de um exemplar elaborado a partir da mais emblemática casta portuguesa no terroir brasileiro. Este tinto, assinado pela Bodega Iribarrem — vinícola gaúcha que vem ganhando destaque pela qualidade e personalidade de seus rótulos —, expressa todo o potencial da Touriga Nacional quando cultivada nas condições únicas do Rio Grande do Sul. Com apenas 22 anos de existência da vinícola (fundada em 2002), o Touriga Nacional representa a maturidade e o domínio técnico que Iribarrem alcançou com esta variedade, entregando um vinho de caráter inconfundível, taninos firmes e uma intensidade aromática que conquista desde o primeiro gole.
As uvas Touriga Nacional que dão vida a este rótulo são cultivadas na Serra Gaúcha, região que oferece um microclima marcado por verões quentes e invernos rigorosos, solos de origem basáltica e amplitude térmica significativa entre o dia e a noite. Essas condições favorecem o lento e completo amadurecimento dos cachos, preservando a acidez natural e desenvolvendo uma complexidade fenólica ímpar. A altitude média dos vinhedos, associada a um manejo cuidadoso com podas controladas e desbaste de frutos, resulta em uvas com bagos pequenos e casca grossa — concentrados em antocianinas e taninos — que conferem ao vinho sua cor violácea profunda, quase opaca, e estrutura tânica marcante. A Bodega Iribarrem adota práticas de viticultura sustentável, respeitando o ciclo natural da videira para extrair o máximo de expressão varietal.
Na vinificação, as uvas são colhidas manualmente no ponto ótimo de maturação fenólica, seguidas de uma seleção rigorosa dos cachos. Após o desengace e leve esmagamento, a fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada entre 24°C e 26°C, utilizando leveduras selecionadas para potencializar os aromas primários da Touriga Nacional — frutas negras maduras, violetas e notas florais. A maceração pós-fermentativa se estende por cerca de 15 a 20 dias, extraindo cor e taninos de forma equilibrada. O vinho é então trasfegado para barricas de carvalho francês e americano, onde realiza a fermentação malolática e o estágio por aproximadamente 12 meses. O uso de barricas de segundo e terceiro uso garante que a madeira agregue complexidade — toques de baunilha, especiarias doces e cacau — sem sobrepor a fruta, mantendo a tipicidade varietal.
Visualmente, o Touriga Nacional exibe um vermelho rubi intenso com reflexos violáceos, de lágrimas densas e untuosas que denunciam seu corpo encorpado e alto teor alcoólico (13,5% vol.). No nariz, é um festival de sensações: frutas negras como amora, cassis e ameixa escura em calda, entrelaçadas com notas florais de violeta e lavanda, além de toques sutis de alcaçuz, pimenta-do-reino moída na hora e um fundo mineral de grafite. Em boca, o ataque é potente, com taninos firmes e bem integrados — ainda jovens, mas de textura aveludada prometendo grande potencial de guarda. A acidez refrescante equilibra o conjunto, enquanto o final é longo, persistente, com retorno das frutas escuras e um leve amargor nobre típico da Touriga. Um vinho que pede decantação se consumido agora, mas que recompensará quem esperar.
Na mesa, o Bodega Iribarrem Tour Nacional é um parceiro perfeito para carnes vermelhas de sabor intenso: um cordeiro assado com alecrim, uma picanha grelhada no ponto, costela bovina ao molho barbecue, ou um ensopado de língua. Também brilha com queijos curados de massa dura (Gouda velho, Gruyère, Pecorino), embutidos artesanais como salame tipo italiano e presunto cru, e pratos da cozinha portuguesa como o bacalhau à Brás ou o cozido à portuguesa (a acidez corta a gordura dos enchidos). Para ocasiões especiais, é a escolha ideal para harmonizar com uma feijoada — os taninos domam a untuosidade das carnes e miúdos. Servido a 16-18°C em taças do tipo Borgonha ou universais, este tinto representa a excelência da viticultura brasileira e um convite à descoberta da Touriga Nacional sem fronteiras.
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