
Perfil de sabor
★★★★★ 4,5/5
| Frutado | ■■■■□ |
| Taninos | ■□□□□ |
| Acidez | ■■■■□ |
| Madeira | ■□□□□ |
| Doçura | ■■■□□ |
Premivm Demi-Sec Rosé
O Premivm Demi-Sec Rosé, um dos mais expressivos espumantes da Casa Valduga, chega como uma afirmação da excelência da viticultura brasileira e da mestria na arte de elaborar espumantes pelo método tradicional.
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O Premivm Demi-Sec Rosé, um dos mais expressivos espumantes da Casa Valduga, chega como uma afirmação da excelência da viticultura brasileira e da mestria na arte de elaborar espumantes pelo método tradicional. Elaborado a partir de uma criteriosa seleção de uvas Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas nos vinhedos da família no Vale dos Vinhedos, este espumante demi-sec rosado é o resultado de mais de 150 anos de tradição e inovação da vinícola. O nome “Premivm” remete à ideia de prêmio e reconhecimento, e este rótulo honra essa proposta: é um espumante que celebra momentos especiais com sua perlage fina e persistente, sua cor rosa salmão luminosa e seu equilíbrio magistral entre doçura e acidez.
O Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha (Rio Grande do Sul), é o terroir de origem deste Premivm Demi-Sec Rosé. A região, reconhecida como a primeira Denominação de Origem (DO) do Brasil, possui um microclima temperado com influência da altitude (cerca de 600-700 metros) e solos de basalto argiloso, ideais para o cultivo de uvas nobres como Chardonnay e Pinot Noir. A Chardonnay aporta estrutura, elegância e notas de frutas de polpa branca maduras (pêssego, abacaxi), enquanto a Pinot Noir — que passa por uma breve maceração pré-fermentativa a frio de 6 a 8 horas — confere a delicada cor rosada, além de aromas de frutas vermelhas frescas (framboesa, morango, cereja) e a complexidade necessária para o longo envelhecimento sobre borras. A safra atual é uma colheita manual e seletiva, garantindo apenas uvas em perfeito estado sanitário e de maturação ideal.
A vinificação segue rigorosamente o Método Tradicional (Champenoise), com segunda fermentação ocorrendo dentro da própria garrafa. Após a prensagem direta das uvas em prensa com atmosfera inerte e fermentação alcoólica controlada a baixas temperaturas (15–16 °C), os vinhos base são blendados (assemblage) e então envasilhados com o licor de tiragem (leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae). A tomada de espuma ocorre lentamente a 12 °C, seguida por um longo período de maturação sobre borras de 24 meses — tempo que permite intensa autólise das leveduras. Esse processo enzimático libera manoproteínas, aminoácidos e polissacarídeos que conferem ao espumante uma cremosidade ímpar, notas de brioche, nozes e pão tostado, além de uma perlage finíssima e persistente. Após a remuage manual em pupitres — que concentra as borras no gargalo — e o degorgement (congelamento e expulsão das borras), adiciona-se o licor de expedição (dosagem) que define o estilo demi-sec, com aproximadamente 33,5 g/L de açúcar residual na garrafa final.
Na taça, o Premivm Demi-Sec Rosé apresenta uma coloração rosa salmão de média intensidade, límpida e brilhante, com uma perlage abundante, fina e em constante ascensão, formando um colar persistente. No olfato, é marcante: frutas vermelhas maduras (cereja, framboesa) e frutas secas (damasco, figo) se entrelaçam com nuances de frutas de polpa branca (pêssego ao natural, abacaxi), envolvidas por notas tostadas e amanteigadas (brioche, pão torrado, leve caramelo) que o tempo de autólise proporciona. Em boca, a entrada é cremosa e volumosa — a doçura equilibrada (estilo demi-sec, não enjoativo) é rapidamente tensionada por uma acidez vibrante (acidez total de 86,5 meq/L, pH 3,15) que confere frescor e alonga o final. O corpo é médio, a textura é aveludada (graças às manoproteínas da autólise), e o retrogosto é longo, frutado e levemente tostado. A bolha é fina e integrada — não agressiva, mas sim cremosa, muito próxima à sensação de um bom Champagne de entrada.
Este espumante é extremamente versátil à mesa. Pela doçura contida e acidez refrescante, harmoniza divinamente com ceviche de salmão ou de peixe branco com maracujá, onde o dulçor do vinho ampara o cítrico e a acidez corta a gordura do peixe. Também é perfeito com saladas que levam frutas vermelhas, queijo de cabra e nozes, ou com sobremesas como torta de limão com merengue (o contraste doce-ácido é espetacular), pavê de frutas vermelhas ou até mesmo um crème brûlée (a doçura e a textura cremosa se abraçam). Queijos de pasta mole e casca florada (brie, camembert) são excelentes companheiros. Sirva bem gelado, entre 4 °C e 6 °C, para que a perlage esteja ativa e a acidez vibrante. Embora já esteja pronto para consumo após seus 24 meses de autólise, pode ser guardado por mais 1-3 anos em cave fresca se bem armazenado, desenvolvendo notas ainda mais complexas de fermento e frutas secas.
Casa Valduga
Fundada em 1875 por imigrantes italianos da família Valduga, a Casa Valduga é uma das vinícolas mais tradicionais e premiadas do Brasil, localizada no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Reconhecida mundialmente pela excelência de seus espumantes elaborados pelo método tradicional, a vinícola acumula mais de 1.300 prêmios internacionais e foi eleita uma das 100 melhores vinícolas do mundo, sendo a única representante brasileira nessa seleta lista. Sua história combina tradição centenária com inovação, consolidando-a como um ícone da viticultura nacional.
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